Redes sociais e o seu método “fantástico” de felicidade.

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Ninguém pode negar a felicidade que contagia ao entrar em qualquer perfil em redes sociais.

A necessidade de postar o que fazemos, e sobre tudo, aquelas falsas realidades expandidas por uma competição que muitas vezes não são saudáveis.

Ninguém posta, o que não quer mostrar.

Mostrar. Qual seria a verdadeira finalidade por trás de uma publicação, seria uma competição que ninguém admite, mas existe com grande agressão ao próximo “competidor”?!

Um chopp fino, um carro novo, roupas novas, balada inacabáveis. O que os psicólogos dizem sobre isso?!

Segundo a Dra. Ana Flávia, psicóloga, a grande atividade se rende em publicar. O que as pessoas não sabem, é que a maioria deixa de viver, para mostrar. Tão logo, aquele momento mostrado, se torna altamente falso e questionável.

Em uma pesquisa feita recentemente, mostrou que pessoas deixariam de viajar para o local preferido, caso não pudesse postar em suas redes, bem como fotografar.

“Qual seria a graça” diziam eles.

Mas o que de fato é mais importante? Viver desse perfil feliz, ou ser realmente feliz.

Aproveitar ou fotografar?

Talvez tenhamos perdido o verdadeiro sentido de viver.

O índice de viagens aumentaram muito nos últimos anos, contudo, não dá exatamente para saber se os destinos são o que realmente os viajantes queriam, ou se no alto da fama virtual, aquele local parecia com um “status” melhor.

Se tiver em praias que não são de bom “status”, fotografe apenas a praia, pois é tudo igual. Se tiver em praias de alto “calão”, faça o check in e poste a foto. No mínimo redundante não?! Muitos titulariam como loucura. Mas no mundo deles, isso é normal!

 

Pagamos por amigos!

Seríamos cegos quando existem pessoas faturando milhões em um produto que te fornece “seguidores”?!

No aplicativo “INSTAGRAM” e até mesmo no “Facebook”, nos deparamos diariamente com propagandas de “fornecedor de seguidores”, mas qual seria o verdadeiro Intuito disso?

Desde que você não tenha nenhum produto para vender, e mesmo que tenha, sabemos que 90% dos perfis “seguidores” que você adquiri na compra desse produto vem de países distantes e até perfis fakes.

Eu respondo: O verdadeiro objetivo está apenas em se engradecer falsamente dentre outras pessoas, amigos, conhecidos e familiares.

Se isso não pode ser considerado doença, o que mais poderia?!

É antigo a ideia da compra de uma “companhia”.
Na Europa por exemplo, as pessoas que pagam por “acompanhantes” são comuns, mas acredito que não se enquadra no assunto, devido ter um objetivo de uma companhia, de uma conversa ou algo que vai te fazer se sentir bem, mesmo que pagando por isso.

Mas seguidores?

Infelizmente estamos indo para um caminho sem volta, hoje não precisamos mais postar algo que seja realmente interessante, podemos comprar quem curta, quem comente e quem elogie.

Perdemos a criatividade, por uma bobeira em ser melhor por um caminho mais curto.

Assim começamos a notar que a doença do século, a depressão, tem um sentido.
Não é preciso dialogar, falar dos problemas (pois problemas não achamos em rede sociais), fazendo com que você acredite ser único com as suas neuras e problemas, ou sua vida simples tão comuns, mas que se tornam incomum nesse mundo “fantástico de bobby”.

Até quando as pessoas não vão assumir serem normais, e continuar com essa máscara da felicidade e por trás de tanta angustia e solidão.

 

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